quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O cigarro tem gosto de você.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Pode respirar meu ar
O resto que sobrou
O que você ainda não tirou
O tempo tá seco demais
Me molha com o seu suor
Se seca com o seu amor
Deixa a janela aberta
Pro vento entrar
Pro mundo ver
Como a gente se completa
Deixa eu dormir tranquila
Exausta
Só pra te ver acordar
Deixa eu acordar assim
Amanhã e quarta também
Pra ser seu ar
Pra ser sua

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Desagua essa dor
Expulsa o rancor
Afoga a mágoa
Em um mar
De paz

Afasta a melancolia
Chore todos os rios
Todas as chuvas
Todas as enchentes
E deixa o sol secar tudo

Pinte todas as paredes
De branco, de nada
Só pra ter o que pintar
Só pra ter o que sujar

Deixa eu ser parede
Deixa eu me pintar de branco
De nada
Pra você me pintar
Pra você me sujar
Pra gente começar do zero
Pra gente se reinventar
Juntos.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Bolso furado, alma vazia



Andando na rua esses dias, percebi que o bolso da minha calça estava furado. Como percebi? Eu comecei a perder as coisas. Num dia eu perdi umas moedas, no dia seguinte meu isqueiro desapareceu, depois, eu perdi aquele papel com aquele endereço, perdi o bilhete do cinema, perdi a foto 3x4, perdi a calma e esqueci de perder a raiva. Perdi o ultimo chiclete e aquele recadinho que você deixou pra mim hoje de manhã. Perdi o rumo, perdi o ônibus, perdi meu anel e quase perdi meu juízo. Perdi a cabeça, mas ela eu achei. Perdi o trocado do ônibus, o trocado do troco, o trocado do pão. Perdi tanta coisa que eu nem lembro mais. Poderia ter perdido mais coisa. Podia ter me perdido de vez, só pra você me achar. Perdi a hora, perdi a aula, perdi o cartão e perdi vontade. Tudo culpa do bolso furado. Tudo culpa da alma furada.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Sempre cabe amor num peito machucado

Ela tem tanto medo do amor que nem cita seu nome em voz alta. Tem tanto medo que fez promessa pra não se apaixonar nunca mais. Ela tem tanto, mas tanto medo do amor que jura de pé junto que agora só vai amar a si mesma. Ela morre de medo do amor, morre de medo de amar. Ela não fala sobre ele, não pensa sobre ele. Mas o amor é traiçoeiro. Ele escolhe quem não o quer. Ele é como uma flor que nasce na pedra, sem ser convidada, e vai brotando do nada. O amor é faceiro e se instala fácil fácil no coração de quem está ocupado tentando parecer forte e inabalável. O amor abala. E a garota que morria de medo dele, e batia na madeira quando ouvia falar sobre, se viu um dia se despedindo com essas exatas palavras: "Te amo".