domingo, 23 de junho de 2013

Sobre o Brasil ter "acordado"

Bom, decidi expressar minha opinião aqui porque não sou muito fã de fazer textos imensos no facebook, já que a maioria não lê. Eu fico realmente emocionada e feliz pelo que está acontecendo no nosso país. Sempre fui fã de lutas por direitos e me sinto honrada de participar de uma mobilização tão grande no país todo. A maior questão agora, é saber organizar tudo isso, e saber reivindicar o que queremos. O Brasil demorou séculos para sair de casa e ir mostrar para os governantes corruptos que estamos insatisfeitos, e não é pedindo o "fim da robalheira" que isso vai mudar num passe de mágica. Se tem alguém que espera que todos os ladrões que dirigem nosso país façam um pronunciamento dizendo que estão arrependidos e não farão mais isso, tenho um péssima notícia: Não vai acontecer. A mudança não vai partir por parte de quem tem lucrado por anos com o dinheiro que o povo trabalhador sua para conseguir. A mudança vai partir de nós, nas próximas eleições, quando pararmos em frente à uma urna eletrônica e decidir quem vai tomar as decisões. Não adianta ir pra rua, pintar a cara, se vendermos nossos votos por empregos, vantagens, ou um par de botas. A democracia deve ser exercida pelo bem geral, e não pessoal. Não existe espaço para egoístas na democracia. Uma polêmica que tem acontecido entre os protestos, é a participação de partidos nos manifestos. Sou COMPLETAMENTE contra quem barra todo e qualquer manifestante partidário de ir pras ruas e lutar por seus direitos. Não existe democracia sem partido. Não adianta colocar todos no mesmo saco e rotular de "ladrões". Existem sim pessoas ruins em todos os partidos, como também existem pessoas boas. Barrar a participação deles, é tirar a liberdade de expressão, liberdade essa que lutamos à favor. Temos que saber distinguir os partidos que estão tentando tirar vantagem dessa mobilização tentando despontar como "líderes" e quem está lá defendendo um ideal. Alguém precisa nos representar, ou vocês esperam que todos nós, dezenas de milhares de brasileiros entrem no congresso e decidam numa votação o que deve ser feito? Um país sem partido, e além disso, contra os partidos, é um país fascista, um país ditador, e isso é completamente contrário aos ideais democráticos. Precisamos sim de partidos, e além disso, precisamos de senso crítico pra decidir quem merece nosso voto. A culpa não é dos políticos corruptos que estão lá em Brasília decidindo o que vão fazer de nós. A culpa é nossa, que coloca eles lá dentro. Então antes de julgar o outro, tente se lembrar em quem você votou e o que essa pessoa fez para merecer seu voto. Devemos e vamos continuar nas ruas pedindo e exigindo mais respeito, mas temos que mostrar essa insatisfação nas urnas. O direito de expressão é o maior bem que temos e não podemos jogar esse direito no lixo. O Brasil acordou mas ainda precisa tomar um rumo. Não sejam influenciáveis. Formem suas idéias, debatam, exponham seus pensamentos, chegue num acordo, não deixe de colocar na mesa suas intenções e pretensões. O Brasil precisa disso. Nós precisamos disso. E se soubermos usar o poder que temos (que é imenso), podemos mudar esse estereótipo de um país de governantes corruptos.

Saímos do luto e fomos para a luta.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Engula a gula.
Engula guela à dentro.
Empurra guela à fora.
A gula emburra e berra.
A gula grita e chora.
A gula enfia guela à dentro.
E a culpa coloca guela à fora.
Engula o berro, engula o grito,
Engula tudo e mais um pouco disso.
Engula tudo que quiser e puder
E depois jogue fora.
Engula a gula e vá embora.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Não adianta nada eu te afastar de mim, se toda noite, quando eu durmo, seu rosto e seus beijos vêm me torturar.

Vai e leva embora todo o amor que um dia você me deu. Não aguento mais essa tortura.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Amnésia Voluntária

Ainda tem quem me pergunte de você. E aí vai por água abaixo todo  o meu exercício diário de te apagar de mim. Ainda tem quem me pergunte de você, e eu tento não me perguntar o mesmo. Seu rosto me vem à memória e meu estômago embrulha, minha cabeça dói. Eu sinto um ódio mortal. De você? De mim? Não sei. Só sei que sua existência me assombra, e cada mísera lembrança sua me derruba. Ainda não cicatrizou. Ainda não passou a dor. Ainda não passou o amor? Ainda tem quem me pergunte de você e eu respondo indiferente "Quem? Ah, sim! Não sei. Não me interessa". E cada dia mais eu te mato dentro de mim. Dia após dia, seu assassinato ronda meus pensamentos, como se de alguma forma eu pudesse simplesmente te deletar, te excluir. Te superar. Ainda tem quem me pergunte de nós. Há quanto não existe o "nós"? Eu me perdi no tempo e não quis que ninguém ajudasse a me achar. Ainda tem seu cheiro naquela blusa. Na verdade, não tem não, porque de tanto eu usar, foi inevitável ter que lavá-la, mas eu prefiro acreditar que tem e que eu ainda posso te sentir quando uso ela. Por mais errado que isso seja, e é. Ainda tem que me pergunte de você, mas... Eu não sei. Nem de você, nem de mim.