segunda-feira, 27 de maio de 2013

Espero que seja assim.
Que todo seu caminho te leve pra longe de mim.

Fim.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

I died a hundred times.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mãe


Ouvi dizer que eles vieram te ligar.
Disseram que eu não vou bem.
E podem querer me trancar.

Mãe
Ouvi falar que percebeu o meu choro.
Que ouviu quando quebrei o porta retrato.
Mas não me ouviu pedir socorro.

Mãe
Ouvi por aí que você andou reparando,
Que talvez não sejam só arranhões.
E que eu talvez eu esteja mesmo piorando.

Mãe
Está tudo bem.
O investimento tem surtido efeito.
Só me diz se a atenção deveria soar como culpa,
E se acordar devia doer desse jeito.

Mãe
Está tudo bem.
E eu entendo seu desgosto.
Também sinto isso quando vejo no espelho
Meu rosto.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Olha só como tudo aqui dentro esfriou de vez. Olha só, como o céu lá fora parece cinza e nublado - ou são só meus olhos que se acostumaram e só enxergam assim? -. Olha como eu estava me refazendo, me reerguendo, me segurando até você chegar. Olha só como eu fiquei. Olha bem e diz de quem foi a culpa. Pois eu te digo, foi minha. Que de tanto te machucar, me machuquei. Agora olha bem e me diz, o que eu faço com esse resto de nada, com esse monte de tudo que sobrou. Me diz o que eu faço quando o que deveria doer não dói e o que deveria acalentar, mata.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Melancolia Diária

Me sinto melancólica e antiquada. Melancolicamente vazia.Antiquadamente ridícula. Já faz um tempo que me sinto assim, uns dias... Ou anos, não sei. As vezes eu sinto que as coisas acontecem em câmera lenta pra mim. As vezes parece que tudo acontece em alta definição e eu fico aqui, em preto e branco, chiando e falhando. Parece que eu não faço mais parte disso tudo. Parece que minha dor não faz mais sentido nos dias de hoje. Não que eu me importe. Não me importo. Vivo alheia à tudo. Se fingem que eu não existo, tudo bem pra mim fingir que todo o resto não existe. Eu vou simplesmente me sentar aqui, acender um cigarro, deixar o Chico tocando na vitrola, enquanto o tempo passa e eu fico aqui, melancolicamente antiquada. Antiquadamente me matando.

De manhã faz frio.
De tarde faz calor.
E de noite dá medo.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Os remédios não fazem mais efeito.
O cigarro não deixa mais nem cheiro.
Minhas forças foram parar num bueiro.
E eu nem durmo mais.

Eu não lembro mais onde é minha casa.
No rádio nenhuma música tem graça.
O relógio funciona mas a hora não passa.
E eu nem durmo mais.

Parece que o mundo está girando ao contrário.
Parece que eu não faço mais parte do cenário.
A calma se tornou mais um item do meu relicário.
Sair da cama é meu tormento diário.
E olha que eu nem durmo mais.