quarta-feira, 17 de abril de 2013

Todas as vezes que eu me encontrei, me entendi, eu fugi de mim. Sempre que eu me refiz, sempre que eu me consertei, sempre que eu me senti completa, não por ter achado quem me completasse, mas por achar em mim o que faltava, eu conseguir me desfazer, me despedaçar, me destruir. Sempre eu. Minha maior inimiga. Eu sou fraca demais. Deixo que as pessoas decidam pra mim e depois quero culpá-las. Mas é de quem a culpa, se não minha? Minha culpa, por nunca saber aproveitar a minha companhia. Minha culpa por achar que eu só vou estar completa quando tiver quem me complete. Eu não nasci presa em ninguém! Eu não preciso de ninguém pra me sentir completa! Mas mesmo assim, eu procuro alguém que decida por mim, que opine por mim, e que me diga o que eu estou sentindo e quando estou sentindo. Isso tudo pra não ter que lidar com o fato de eu sou responsável pelos meus atos e que posso fazer o que eu bem entender. Eu me perco com possibilidades. Eu não sei lidar com a liberdade.

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