terça-feira, 12 de março de 2013

Onze quilos de sentimento

Eu tenho uma estranha paixão por girafas. Desde sempre foi meu animal preferido. Enquanto escolhiam o leão por ser o mais forte, ou a águia por ser a mais esperta, eu simplesmente escolhia a girafa, porque... Sim. Eu sempre me identifiquei com elas. Acho que é um animal graciosamente desengonçado. A girafa é aquele animal que ninguém nunca vai pensar em ter medo, aparentemente indefeso, bobalhão. Aparentemente. Durante muito tempo, achavam que as girafas eram mudas, pois elas não emitiam som algum, e só depois descobriram que elas podiam ser emitir sons, mas só o fazia quando achavam necessário. Esses dias me contaram uma coisa interessante sobre as girafas. O coração delas é o maior de todos os animais, e pode chegar a pesar onze quilos. O motivo disso é seu imenso pescoço. Ela precisa de uma coração forte para bobear sangue até seu cérebro. Eu como boa pensadora que julgo -e apenas julgo- ser, fui filosofar sobre. Sendo a girafa o animal com o maior e mais forte coração que se conhece até hoje, ela é também o animal que tem o coração mais difícil de amolecer. O mais difícil de alcançar. E quando é alcançado, ele é todo amor. Todo entregue. É o maior coração entregue que se conhece. E quando é ferido, é o maior coração ferido que se conhece. Onze quilos de amor, ou onze quilos de dor. Onze quilos de sentimento. É coisa demais. A girafa vive de extremos. Cabeça no céu e os pés no chão. Um coração imenso e inteiro amor, ou dor.

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