domingo, 20 de maio de 2012

Eu consegui meu conto de fadas. Consegui meu príncipe encantado sem cavalo branco. Eu, a autossuficiente que achava isso antiquado, tenho o meu conto de fadas. E o mais hilário, é que a vilã, sou eu mesma.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Você pode.
Você pode.
Você pode.
Você pode.
Você pode. E deve.
Você pode.
Você pode.
Você não pode.

Às vezes cansa, ter que acordar pra ficar se iludindo.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Azul e rosa. Não sei bem, mas é isso que me vem à cabeça. Um pouco de cinza, talvez. Acho que vermelho não, era frio demais pra isso. Rosa no máximo. Rosa velho, opaco, nada gritante. Também me vem à cabeça espirais, e formas que não me lembro direito o que formavam, pessoas, lugares... Não sei. Passei a inventar a parte que eu esqueci. A parte que eu sempre esqueço.

sábado, 5 de maio de 2012

Como a lágrima que corria, e só.
Como os lábios doces que beijou,
E esqueceu de amar.
Como o caminho que passava,
Todos os dias, até se perder.
Como o vento frio que corta.
Tão frio, que é quase imperceptível.
Como o fio de cabelo,
Que de tão fraco, desapareceu.
Como a voz, que de estridente à rouca,
Passava sem ser percebida.
Sem nunca ser percebida.
Como a lágrima que corria,
E só.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Não é comodismo. Um pouco, talvez. Quando você sabe que as coisas não podem ser mudadas e ainda sim procura resolvê-las, isso te caracteriza como idiota, como alguém que não sabe considerar a realidade, e eu não quero ser isso. Não quero e não sou. Se tem algo que eu considero seriamente é a realidade. Talvez até demais. Talvez essa minha mania de "adivinhar" os fins é que me condene. Se em vez de tentar descobrir o que vai acontecer no final eu simplesmente vivesse talvez as coisas não saíssem tão do meu controle, ou saíssem, e desse certo. Se eu deixasse a realidade, as perspectivas, as probabilidades de lado e sonhasse mais, vivesse mais, me entregasse mais... Se... 'Se' é um termo vago, é contar demais com a sorte de que vai aparecer outra chance de mudar o rumo das coisas, e eu não me permito mais à essas coisas vagas. Eu envelheci demais nos últimos tempo, e não tenho mais forças pra me aventurar por aí, não tenho mais forças pra me dar ao luxo de não saber o que vai acontecer. Pode até ser comodismo, e se for, ele tem sido seguro o bastante pra mim.