quinta-feira, 26 de abril de 2012

Você está mal e cai. Cai porque tinha que cair, não há nada de errado ou estranho nisso. Aí você fica lá, caído, esperando sua vez de levantar. Ás vezes aparece companhia. Outras pessoas caem também, é claro. Você os escuta com atenção, ignora os motivos pelo qual está ali, ajuda, dá força, muitas vezes serve de apoio pros outros se levantarem. Normal. Acontece com todo mundo. E é a forma que você encontrou pra ser solidária. Só que você cai. Outra pessoa cai. E se levanta. Então outra cai, e se levanta. Mais outra e outra e outra e outra, e todas se levantam. Só você continua lá caído, vendo todos se levantarem e andar por aí, como se nada tivesse acontecido. Seria injusto, se eu soubesse explicar.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Agonia Musical

Não sei se vocês já passaram por algo parecido, acredito que sim, mas eu tenho a péssima mania exagerar em tudo, e esse caso é um dos clássicos. Eu tenho constante Agonia Musical. Pra quem não sabe, Agonia Musical nada mais é do que aqueles dias em que você quer e precisa ouvir música, mas não acha nada que te agrade. Nenhum estilo musical se enquadra, nenhuma banda nenhum cantor conhecido serve. E também não é tempo de conhecer coisas novas. É preciso algo intenso, pra poder cantar gritando, algo que tinha ficado esquecido no fundo do bau. As músicas que estavam nas mais tocadas do seu celular, mp3, mp4, etc etc não servem mais, não por hoje, não por agora. Elas já falaram sobre todas as emoções possíveis e "sentíveis". Já relembraram passados que deveriam ter sido esquecidos, e que agora, nem graça de serem remoídos eles têm mais. Esse é ciclo de tudo, inclusive das músicas. Elas precisam ser esquecidas pra que depois, tenham mais valor. Só que enquanto isso não acontece, eu fico assim, sem rumo, sem eira nem beira, ouvindo os barulhos que tanto odeio, do mundo lá fora.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Uma vez me disseram uma coisa interessante. No momento foi cruel demais, pela situação, situação que não vem ao caso. Essa frase me marcou mais do que deveria, eu acho, já que hoje a pessoa nem faz mais parte da minha vida, e eu prefiro assim. Voltando à frase, se eu bem me lembro, as palavras eram exatamente essas "Não se dê tanta importância. O mundo não gira em torno de você." Já falei sobre, ou citei ela aqui. Bom, isso não me foi dito como um conselho amigável, eu senti raiva nisso, senti desprezo, me machucou de verdade. Mas me ensinou muito. Ou não. É sobre isso que vim falar. Acho que eu deveria ter aprendido mais com ela. Eu deveria ter feito dela meu lema enquanto ainda tinha tempo. Por mais que hoje ela me venha à cabeça em muitos momentos, eu não tenho o controle de me livrar de coisas que não sei se são direcionadas à mim. Tenho a péssima mania de me sentir alvo de tudo que não tem destinatário, ou de distorcer olhares, palavras, e fazer tempestade em copo d'agua. Me preocupo demais com coisas que nem sempre são necessárias, e isso me corrói. Me limito a observar de longe, fingir que não vi, mas mesmo assim é algo que me afeta. Um dia me livro completamente disso, do contrário, vou continuar fugindo de tudo que me assusta.

E aos leitores, um conselho amigável: Não se dêem tanta importância. O mundo não gira em torno de vocês. Não se vejam onde não existem.