terça-feira, 22 de novembro de 2011

Segundo Ato


Julieta entra em cena. Ainda é possível ver suas olheiras de noites mal dormidas e rios chorados. Ela aparenta abatimento, mas tenta disfarçar num sorriso tímido o quanto a saudade tem lhe doído. “Oh Romeu, onde está meu Romeu? Será que o perdi pra quem lhe deu o valor que me faltou dar?” Nisto, cai ao chão, desolada. Romeu entra em cena, cantarolando algo alegre, quando se depara com Julieta no chão, que de tão entretida com suas mágoas, nem vê seu amado entrar. “Julieta, que fazes neste chão? Levanta-te, diga-me quem lhe causa tanta dor!” Julieta levanta, fraca. “És Romeu, tu quem mandei embora sem razão e levou consigo todo o meu viver!” Romeu espantado se afasta sem compreender. “Quanta besteira Julieta! Tu causas tua própria dor. Foste tu quem não me quis.” Julieta tenta se aproximar. “Errei Romeu. Errei e pago pelo meu erro dia e noite.” Romeu segura Julieta pelos braços olhando no fundo de seus olhos, depois a abraça. Ela sente um alívio, pois pensou que nunca mais sentiria isso. “Diga que me queres Julieta, diga que teu coração ainda pertence a mim.” Julieta aos prantos acaricia seu rosto amorosamente. “Oh Romeu, meu Romeu! Volta pra onde nunca deverias ter saído, volta!” Nesse momento os dois se beijam intensamente, mas singelamente, e de costas pro público, assistem a uma lua cheia e amarela que surge ao fundo, no cenário. As luzes diminuem até apagarem completamente.

Fim do Segundo Ato.

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