terça-feira, 15 de novembro de 2011

Amiga Lua


Ficamos eu e a lua. Perdi a noção de quando tempo ficamos a sós pra chegarmos a algumas conclusões. Pelos primeiros minutos, eu lutei para gravar em foto a beleza de uma lua alaranjada, num céu onde as nuvens pareciam terem sido desenhadas à mão. Mil maneiras, mil configurações. Mais cor, menos brilho, mais contraste, menos saturação, e no fim, foto nenhuma fazia jus a beleza do que eu via ali, na minha frente, prestes a desaparecer com as nuvens. Depois, parei pra pensar. Parei pra escutar o que a lua me falava. Eu confesso que demorei um pouco pra entender, mas cada vez as coisas faziam mais sentido. Eis o que a lua me disse: “Não adianta querer gravar minha beleza pra mostrar pra alguém. Esse alguém nunca vai entender o que você sentiu ao me ver, nunca vai desvendar numa imagem estática, a beleza do ventos mudando o desenho das nuvens. Esse alguém só vai entender a grandeza do que você viu e sentiu, quando estiver aí, do seu lado.”

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