segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pode vir


Venha, e me venha como quiser. Que seja só por um momento, que sejam semanas. Que seja alegria, ou só um ombro pra chorar. Que seja tão quente como brasa ou tão frio quanto gelo. Mas só não seja amor. Venha fazer carnaval, tire tudo do lugar, suje minhas paredes de lama, mas não me traga amor. Cante comigo, ou só me assista. Vista todas as suas roupas, só pra ter o que tirar, mas não me venha falar de amor. Eu conheço o amor. Estive com ele. Sei seu codinome, seu endereço, sua altura e a cor dos seus olhos. E do fundo do meu coração, essa é a única imagem do amor que eu quero ter, pra sempre.

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