quinta-feira, 14 de julho de 2011

Antes só do que sozinha

Ela acordou. Se olhou no espelho e se sentiu bonita, assim, in natura. Tomou um café, depois um banho. Se vestiu. Hoje era o dia típico em que até de calça jeans e camiseta ela se sentiria bem, poderosa. Pegou suas chaves e saiu. Por mais poderosa que fosse, ela ainda tinha que trabalhar. Notou que a maioria das pessoas a sua volta andava em grupos. Às vezes bem calados. Outros mais desorganizados. E ela, sempre ali, num mundo só seu, onde estar sozinha significava estar com quem merecia. Notou que mesmo acompanhada, ela estava sozinha. Talvez por preferência, convenhamos que estar sozinha tem sido mais “simples” desde o início dos tempos. Certo, mas ela também notou que talvez não fosse por preferência, e sim por obrigação. Se pudesse, talvez, estaria acompanhada. Não lhe faria mal um beijo de despedida antes de um dia de trabalho. Se lembrou de quantas vezes esteve acompanhada e de como foram essas experiências. Só aí ela se lembrou do porque de estar sozinha agora.

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