domingo, 29 de maio de 2011

Nem um dia

"Um dia frio. Um bom lugar pra ler um livro. E o pensamento lá em você, eu sem você não vivo. Um dia triste, toda a fragilidade existe. E o pensamento lá em você. E tudo me divide."











sexta-feira, 27 de maio de 2011

Tenho dó

Me desculpem os leitores, sei que não é um bom sentimento. Diria eu que é o pior de todos. Dó. Bom, mas é isso que sinto, por eles. Acho que sempre senti num modo geral, o grupo, o que passam. Mas conheci a pouco tempo representantes típicos da área. Vi nos olhos dele cansaço. Dor. Acomodação. Pude ler em seus pensamentos, algo como "Eu queria fazer isso de forma prazerosa, eu queria ensinar com entusiasmo o que tenho pra ensinar, não isso." E nos olhos dela, vi a angústia exposta. Ela diz. Lamenta. Ninguém entende. Acho que só eu percebo. Mas, é como se ela pedisse ajuda todo vez que diz "Isso me cansa". Não ser como ajudá-la. Não sei se posso. Mas entendo.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Seria cômico se não fosse trágico

Não vejo problema em ter obrigação no dia-a-dia, não mesmo. Tenho problema com a rotina desgastante. Meu problema não é estar lá, é ter que ir pra lá. Não vejo problema em me atrasar um pouco, ou algumas horas, enfim. Não ligo de conhecer novas pessoas e lugares. Não me importo em pagar um pouco a mais pra ter o que contar no final do dia. Esses são os ossos do ofício. Não ligo de desempenhar o papel que vocês esperam de mim. Não vou desapontar vocês, não me fizeram nada de mais. O problema, é que sempre chega ao ponto final. E você tem que decidir se fica ali parado esperando te buscar, ou se parte pra outra. O segundo problema, é quando você quer ficar pra te buscarem, e ao mesmo tempo, quer partir pra outra. O problema na verdade, é ser eu.


Me respondam vocês

Quero saber o quanto de humanidade há aí dentro. E quando digo humanidade, não é nada bom, caso queiram saber. Quanto mais humano for, pior é. Quero saber qual sua reação ao ver um 'massacre' numa escola. Ah você ficou triste? Ficou revoltado? E quando o mundo veio abaixo em bombas? E quando milhões de pessoas perderam suas famílias? Você agradeceu por não ser com você? Por não ser aqui? Você rezou pelas almas dos mortos? Bom, pois eu te digo, isso não muda nada. Não mudou a décadas atrás e não muda agora. Me espanta a revolta que vocês dizem sentir pelo fato ocorrido no Brasil. Não que a tragédia tenha que se tornar comum em nossas vidas. Mas pela dimensão. Me admira vocês falarem sobre inocentes, enquanto a maioria julga pelo que vê, sem conhecer. Me espanta vocês esquecerem de algo tão grande, com tanta rapidez. Eu não estava lá. Não era nascida. Mas me dói.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Me desculpe

Peço minhas mais humildes e sinceras desculpas à você, por ser como sou. Concordo que posso não parecer o melhor. E posso talvez nem ser o melhor. Mas acontece que com o tempo, me tornei o que tinha medo de ser. Às vezes penso que só por fora. Mas sei que por dentro também mudei. O que não significa que sou de todo mal. Esse meu egoísmo, que eu prefiro chamar de amor próprio, já me salvou de muita coisa, e também me privou de várias outras. Talvez eu exagere demais. É, eu sempre exagero [inclusive nos 'talvez']. O fato é agora eu não sou só eu. Somos eu e ele, juntos. E meu amor próprio preza por mim, por nós. E essa geleira que sou, que me tornei, vai derretendo, pouco a pouco com o calor dos abraços dele. Não quero justificar nada. Só peço que me desculpe. Tento ser o melhor que posso.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

I wait here

Vou continuar esperando, o dia em que você vai entrar por essa porta e me chamar pra viver. O dia em que você vai me dizer que dessa vez não vai embora, e que eu não preciso mais chorar. Vou desejar que essa mão tampando meus olhos seja finalmente sua. Vou desejar que esse perfume que eu sempre sinto esteja finalmente vindo de você, vindo me tirar de tudo isso. Mas não vai acontecer. Eu vou continuar morrendo, e me matando, pouco a pouco sem você aqui. Mas... Eu vou continuar te esperando.






Me roubaram as palavras

Tudo que eu queria ou podia dizer, já foi dito. Só que as vezes parece que não é tudo. Parece que o mundo ainda vai desabar em cima de mim se eu não te disser tudo que eu sinto, tudo que eu guardo. Bom, o que acontece é que até eu já disse o que eu tenho pra dizer, agora. O que acontece é que tudo que sinto agora, eu já senti, já disse, já escrevi. Acontece que as coisas ficam repetitivas demais, mas eu não posso fazer nada. Acontece que aquele mesmo vazio me consome de novo, e eu não sei mais o que fazer. Acontece que me roubaram as palavras, mas eu ainda tenho tanto pra te dizer...






You should've never gone to Hollywood. [again]





sábado, 14 de maio de 2011

I'm not okay

Não é isso que eu quero. Estou me afundando na minha própria merda, e recuso ajuda de quem gosta de mim. Parece que amor próprio não é meu forte, não é? Quero parar com isso. Eu vou parar com isso. Mas... Sem ter você aqui, vou continuar não estando bem.










sem mais

quinta-feira, 12 de maio de 2011

[de um tumblr qualquer]

“Imagine nós dois, eu e você, daqui a alguns anos, morando juntos. Não precisaríamos ser namorados, nem casados, nem nada disso. Apenas amigos. E nós seriamos felizes, eu e você. Fotos de nós dois estariam espalhadas pela casa. Fotos suas no meu quarto, fotos minhas no seu quarto. Mas nós dormiríamos juntos. Pelo simples fato de eu te querer por perto, e você me querer também. Pelo simples fato do seu quarto estar bagunçado de mais e a minha cama ser perfeita para nós dois. Eu teria medo do escuro, sem você. E eu andaria apenas com roupas íntimas, e você fingiria não se importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de você, correndo pela casa, rindo, com o controle da televisão, só pra você não mudar o canal. E você me pegaria, e ficaríamos abraçados até o silêncio nos constranger. Nossos sábados a noite seriam nostálgicos, olharíamos todos tipos de filme, atiraríamos pipocas um no outro e pediríamos uma pizza. Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçados, no sofá da sala. Ao som da melodia dos créditos de um filme de romance em que eu choraria do começo ao fim, e você riria de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Você não se importaria com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo seu quarto. Eu não me importaria com a sua bagunça diária, nem com a sua toalha de banho atirada pelos cantos. Nos domingos a tarde, ficaríamos na sacada do nosso apartamentinho no 3º andar, tomando chimarrão e cantando músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. Suas amigas viriam te visitar, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e você ir dormir comigo, e perguntar se chorei. Eu negaria. Você acreditaria. Me acordaria no meio da noite, para contar um sonho que teve. E nós riríamos juntos. Me acordaria com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu deixaria um recado sutil de amor na porta da geladeira antes de sair na segunda de manhã para visitar meus pais. Poderíamos até ter um cachorro. Poderíamos, juntos, levar ele para passear. E você decidiria pintar a casa, e ela ficaria vazia, apenas com nós dois e nosso cachorro. Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que você estaria pensando. Você mentiria e me perguntava o mesmo. Eu mentiria. Eu iria para a universidade todo dia de manhã, enquanto você ia para seu trabalho de meio turno em uma empresa de sucesso. Você me amaria, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Em alguns anos, eu estaria me formando em letras, e você estaria no topo da carreira naquela mesma empresa. E você me levaria pra jantar e me pediria em casamento. Eu aceitaria. E seria uma linda história de amor.”




terça-feira, 10 de maio de 2011

Eu quero

Quero chegar em casa, cansada, e te contar como meu dia foi duro. Quero chorar no seu colo e voltar a ser criança. Brigar por motivos bobos, perceber que estou errada e te abraçar pedindo desculpas. Quero acordar e ver você dormir, sereno, ao meu lado, todo dia. Quero morrer só de pensar em perder você e em certos momentos, não querer te ver nem pintado de ouro. Quero estar ao seu lado o tempo todo e te fazer seguro. Quero deitar ao seu lado num domingo tedioso e ver Domingão do Faustão. Quero deixar de ir numa balada pra ficar em casa vendo um filme e comendo pipoca. Quero estar no ônibus, e sentir alguém com seu perfume. Quero desabar olhando pro seus olhos, derreter no ser abraço e me entregar ao seu beijo. Quero viver com você, viver por você.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

As palavras somem

Só sei que queria você aqui. Ninguém vai ocupar esse espaço que é só seu.




Vini ♥

sábado, 7 de maio de 2011

Ninguém tem culpa

Não é por causa das palmadas. Nem dos chingos. Eu realmente entendo que isso tudo foi pro meu bem, na maioria das vezes. Sei que querer saber quem são meus amigos e saber que horas volto pra casa são coisas que todos os pais fazem, e não te culpo por isso. Implicar com minhas notas, me deixar de castigo por ter feito algo errado também é compreensível. O que nunca entendi, e nem nunca quero entender, é porque tanto rancor, e o porque desse olhar cheio de ódio e deboche. Nunca entendi porque não me aceitar do meu jeito, e mesmo que discordando, me deixar ser feliz. E em certos momentos, o que você chama de cuidado, às vezes soava como 'maldade' mesmo. E é por isso que digo, que quando eu for te dizer adeus, eu vou sem lágrima no olhar.


Zafar

Soy de la cuidad con todo lo que ves
Con su ruido, con su gente, consume vejez
Y no puedo evitar, el humo que entra hoy
Pero igual sigo creciendo, soy otro carbón
No voy a imaginar, la pena en los demás
Compro aire y si es puro, pago mucho más
No voy a tolerar, que ya no tengan fe
Que se bajen los brazos, que no haya lucidez.

Me voy, volando por ahí
Y estoy, convencido de ir
Me voy, silbando y sin rencor
Y estoy, zafando del olor.

Me encontré con la gente, que sabe valorar
Que de turista en la capital, han sabido vagar/Y no ha encarado
al fin la cruda realidad
De respirar hollín, de llorar alquitrán

Y empiezo a envejecer, sudando mi verdad
Criado pa' toser, con mucha variedad
Y adonde ir a para, cargando con mi olor
Deberíamos andar desnudos pa' sentirnos mejor.

Me voy, volando por ahí
Y estoy, convencido de ir
Me voy, silbando y sin rencor
Y estoy, zafando del olor.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bye, goodbye

Eu sempre gostei de lá. Gostava das suas cores, das suas pessoas. Adorava o clima. Aprendi a defendê-la como se já fizesse parte. Nunca pensei em nada pra mim que não fosse ficar ali nos meus melhores anos. Entendia o amor de quem estava lá. E odiava quem escolheu não estar. Pra mim, não havia lugar melhor. E apesar de chegar alguns anos mais tarde do que eu queria, sabia que tudo seria perfeito. Mas não foi, e estou indo embora.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Não que eu me importe

Mas hora ou outra eu me pergunto como eu cogitei seguir outro caminho. Não fui insana a ponto, mas pensei na possibilidade. Aí vejo o quanto me sinto mal, mesmo tendo alguém. Me sinto sozinha no meio de uma multidão. Me sinto esgotada, sem ter feito um nada de produtivo. As coisas fazem cada minha menos sentido, e eu perdi a noção do tempo. Pra mim não tem feito diferença ir dormir 8 da noite, ou 2 da manhã. O sonho é sempre atordoador. Nunca descanso. Não quero sair, não quero ficar. Nada me parece bom. E parece que as pessoas se assustam quando eu desabo. Não é comum me ver assim. Mas hoje, em especial, não me importei com os olhares intrigados pra cima de um ser estranho, desmanchando em lágrimas, no caminho de casa.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Fluorescent Adolescent

Você costumava vestir sua meia arrastão
Agora você apenas veste sua camisola
Descartou as noitadas por gentileza
Desembarcou em uma crise muito comum
Tudo está em ordem dentro de um buraco negro
Nada parece tão bonito quanto o passado, apesar de tudo

[...]


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Não é novidade

Eu sabia que mais cedo ou mais tarde isso aconteceria comigo. O fato da minha cabeça pesar mais que o coração ia acabar me fazendo confusa. Tudo bem, era isso que eu queria. A gente tem que conhecer todos os lados pra saber de qual gosta mais. É, mas esse sempre foi o meu problema, insistir no erro. Eu conheço todos os lados, se não todos, a maioria deles. E sei como eles me decepcionam, como parecem muito bons, mas só me machucam. Só que com o tempo, a ferida sara, e eu tenho que reabrir ela, pra saber o quão bem eu estou do lado de quem me faz feliz. Eu aprendi a conviver com essa necessidade minha, só temia que esse dia chegasse e você não estivesse preparado. Agora a gente não tem mais nada a fazer pelo 'nós'. Você faz por você. Eu por mim. E eu prometo que volto.


domingo, 1 de maio de 2011

Dialética

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo pra ser feliz.


Mas acontece que estou triste...