quinta-feira, 10 de março de 2011

Eu sou o mundo

Eu sou tão brisa. Tão vendaval.
Sou sol que esquenta, acolhe.
Sou sol que queima, judia.
Sou chuva que refresca, dá vida.
Sou chuva que mata, alaga.
Sou chão que dá firmeza, dá abrigo.
Sou chão que treme, engole.

Fogo que aquece, fogo que queima.
Frio que alivia, frio que congela.
Eu sou a verdade, sincera e grossa.
Sou a mentira, que engana e ilude.
Sou maternidade que abriga e sufoca.
Sou rebeldia, que grita e repudia.
Sou calmaria, de silêncio e solidão.
Sou quente. Sou fria. Sou ignorância.
Sou indiferença. Sou ciúme. Sou descrença.
Sou a crítica, a ofensa.
Sou vermelha, sou cinza.

A mão estendida. A mão que empurra.
Sou demônio, sou santa.
Sou impura, cristalina.
Eu sou e sei quando ser. Sou Marina.



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