quarta-feira, 30 de março de 2011

Ande comigo, minha pequena criança

Toda noite é a nossa hora. É a hora em que a mesma coisa acontece, todo dia. Sempre as mesmas cenas, as mesmas palavras, os mesmos gestos, as mesmas expressões. Como uma criança que ensaia semanas pra festa da escola, e no dia sai tudo completamente diferente do que ela havia planejado. E sai melhor. E tudo a faz lembrar daquela dança bonita, daqueles movimentos estonteantes, da respiração ofegante. E a criança adora lembrar de tudo isso. Mas ela quer novos momentos, quer novas cenas, novas palavras, novas chances de fazer o que havia planejado. Ela quer tudo isso de novo, e de novo, e de novo. Só que agora de um jeito diferente. De todos os jeitos diferentes. Ela quer dançar todas as faixas do albúm. Ela quer dançar a discografia inteira. Várias vezes. E criança é criança né? Nunca quer saber da hora de parar. Mas ela ainda é uma criança...



Há oito meses, uma nova vida, como se eu não passasse de uma criança.



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