quarta-feira, 30 de março de 2011

Ande comigo, minha pequena criança

Toda noite é a nossa hora. É a hora em que a mesma coisa acontece, todo dia. Sempre as mesmas cenas, as mesmas palavras, os mesmos gestos, as mesmas expressões. Como uma criança que ensaia semanas pra festa da escola, e no dia sai tudo completamente diferente do que ela havia planejado. E sai melhor. E tudo a faz lembrar daquela dança bonita, daqueles movimentos estonteantes, da respiração ofegante. E a criança adora lembrar de tudo isso. Mas ela quer novos momentos, quer novas cenas, novas palavras, novas chances de fazer o que havia planejado. Ela quer tudo isso de novo, e de novo, e de novo. Só que agora de um jeito diferente. De todos os jeitos diferentes. Ela quer dançar todas as faixas do albúm. Ela quer dançar a discografia inteira. Várias vezes. E criança é criança né? Nunca quer saber da hora de parar. Mas ela ainda é uma criança...



Há oito meses, uma nova vida, como se eu não passasse de uma criança.



sábado, 26 de março de 2011

[grogue/toni brandão]

Dez


'Eles falam a mesma língua. Ninguém aperta o botão. O elevador sobe. É panorâmico. E as estrelas brilham muito mais forte. E véus dançam em volta da lua. E os lábios de Branca são tão gostosos quanto Greg tinha imaginado. E seu corpo, bem, daria pra escrever mais dez capítulos, só com cenas mostrando o quanto seus corpos se deram bem. E suas idéias combinaram. E o quanto eles realizaram coisas legais.'






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sexta-feira, 25 de março de 2011

O Escorpião e o Pássaro de Fogo

Era uma vez, há muito tempo atrás, um lindo Pássaro de Fogo vivia solitário na floresta. Um dia, enquanto voava, viu no chão, um Escorpião sozinho, e decidiu se aproximar. O Escorpião era tão solitário quando o Pássaro, e nunca tinha usado seu veneno para atacar ninguém. Quando o Pássaro de Fogo se aproximou, ele pensou que finalmente poderia mostrar o poder de seu veneno e toda a sua maldade, mas a medida que o Pássaro se aproximava, o fogo de suas penas ia esquentando o frio coração do Escorpião, e o queimando. O Escorpião nunca tinha se sentido tão bem com uma coisa que poderia lhe matar, e o Pássaro não se preocupou com o veneno do Escorpião entrando em suas veias. Os dois sempre foram tão solitários que não se importavam com o fato de causar um certo mal um ao outro. Eles se acostumaram com a mistura de prazer e dor, nunca mais se separaram, e morreram, um viciado no outro.


A fruta proibida é a mais apetecida.

quinta-feira, 24 de março de 2011

'Ela nunca vai bater a sua porta, filha.'

Eu sei quem você é

Sabe do que mais? Você é um tolo! Esse mundo de pessoas que te idolatram, são um bando de idiotas que se acham importantes por poder chegar perto de alguém como você. Essa meia dúzia de amigos que você tem, te trocariam por fama. Seu precioso grupo de amigos vai te esquecer logo logo, e você vai ficar tão, ou mais sozinho do que antes. E essa cara de durão? Essa pose que faz medo em meio mundo? Pode esconder dos outros, mas não esconde de você mesmo que aí dentro ainda existe um vazio tão grande que te engole. Você pode passar a imagem de auto suficiente, mas precisa de alguém, nem que seja pra você se arrasar por ele. E esse papo de não confiar em mais ninguém é pura balela, você só não acredita na imensa maioria, mas se derrete por juras de amor eterno. E o seu amor eterno? Você sabe que pode estar cavando seu próprio túmulo e que se isso acabar de uma hora pra outra, seu fim é certo, né? Não quero você choramingando comigo. O fato é que esse seu conflito interno pode acabar com você. Ninguém mais acredita nesse narcisismo. Todo mundo já entendeu que isso é pra disfarçar frustação. Você é frustado. Seus poucos momentos felizes não apagam noites sozinhos, e vontade imensa de sumir. Sim, eu sei, você anda evitando isso tudo.Se isolando. Você está sozinho e sabe o porque. E sabe até quanto isso vai durar. Você pode tentar se esconder de você, mas não pode se esconder de mim.


quinta-feira, 17 de março de 2011

Um quase 'Abril'

Caiu a noite tão depressa. E eu ali parado esperando a música parar. Era uma noite dessas, e eu pensando porque eu fui te encontrar. Flores atiradas na calçada, um adeus tão frio e mais nada, seja como for. Se hoje eu não te tenho mais, ter tudo não me satisfaz. E se eu não fui bom nisso, se eu não soube te fazer feliz, você foi um vício, levou a minha paz. E no final da festa, teu olho verde não mentia mais. E o que me resta, é ir embora, é ir embora [é ir embora sem olhar para trás]. Uma história muito mal contada, página virada. Aonde foi que eu encontrei você? [...] Levou a minha paz.


terça-feira, 15 de março de 2011

Eu, e só

Me deixe, às vezes... Não sempre. Nem sempre quando eu pedir. Às vezes vai ser manha, mas às vezes eu realmente vou querer ficar comigo mesma. Sem tanto barulho, sem tanta gracinha. Às vezes eu gosto de me sentir mal. Pode ser masoquismo, chame como quiser, mas eu realmente gosto. Talvez seja porque quando me sinto mal, eu dou valor a quando estou bem. E, isso me lava a alma. Me faz bem. Deixa eu me matar. Se for de um jeito gostoso, tudo bem. Só quero que seja lentamente...


quinta-feira, 10 de março de 2011

Eu sou o mundo

Eu sou tão brisa. Tão vendaval.
Sou sol que esquenta, acolhe.
Sou sol que queima, judia.
Sou chuva que refresca, dá vida.
Sou chuva que mata, alaga.
Sou chão que dá firmeza, dá abrigo.
Sou chão que treme, engole.

Fogo que aquece, fogo que queima.
Frio que alivia, frio que congela.
Eu sou a verdade, sincera e grossa.
Sou a mentira, que engana e ilude.
Sou maternidade que abriga e sufoca.
Sou rebeldia, que grita e repudia.
Sou calmaria, de silêncio e solidão.
Sou quente. Sou fria. Sou ignorância.
Sou indiferença. Sou ciúme. Sou descrença.
Sou a crítica, a ofensa.
Sou vermelha, sou cinza.

A mão estendida. A mão que empurra.
Sou demônio, sou santa.
Sou impura, cristalina.
Eu sou e sei quando ser. Sou Marina.



terça-feira, 1 de março de 2011

Ah, o amor...

Eu desde pequena queria saber que bosta é essa, que as pessoas falam o dia todo. As novelas só falavam de amor, os filmes, as pessoas na rua, tinha até desenho animado de cachorro apaixonado. E eu nunca entendia direito. Me falavam que era algo muito forte que sentíamos por outra pessoa, e dava vontade de ficar perto dela pra sempre. Bom, eu amava minha professora da 1ª série, amava meu cachorro, e amava a bala que vendia na porta da escola, mas nem por isso queria ficar pra sempre perto dela. O tempo foi passando e eu fui descobrindo sozinha o que era amor. Às vezes me confundia, e acabava metendo os pés pelas mãos, e entendi por que rola tanta confusão envolvendo esse tal amor, ele é traiçoeiro. Bom, descobri por que via as mocinhas da novela chorando, de felicidade e de tristeza. Realmente o amor faz isso com a gente, te leva pro mais alto castelo e te empurra lá de cima. Eu, que já estava mais do que desiludida, resolvi esquecer essa história de amor, e voltar aos velhos tempos, onde amar pra mim era coisa de novela. Mas foi aí que eu descobri, que até ali eu não sabia o que era realmente o amor, e tiveram que vir de longe pra me mostrar, o quão lindo, singelo, imenso e perfeito ele é. Descobri que não é a gente que tenta achar o amor, é o amor que tenta achar a gente, e às vezes, de formas no mínimo estranhas. Descobri que o amor a gente não entende, a gente só sente.






E eu passei a sentir o mais lindo amor que já existiu, à exatos 7 meses. Matheus, eu te amo ♥