terça-feira, 21 de setembro de 2010

Eu quero o vermelho da tua revolução!

"Mexo, remexo na inquisição. Só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão. Eu sou pau pra toda obra. Deus dá asas a minha cobra. Minha força não é bruta. Não sou freira, nem sou puta. Nem toda feiticeira é corcunda. Nem toda brasileira é bunda. Meu peito não é de silicone. Sou mais macho que muito homem. Sou a rainha do meu tanque. Sou Pagu indignada no palanque. Fama de porra-louca, tudo bem! Minha mãe é Maria Ninguém. Não sou atriz-modelo-dançarina. Meu buraco é mais em cima.[...]"



E nesse momento eu olho pra fora da janela, o ônibus já está a um quarteirão do meu ponto. A "viagem" da escola pra casa nunca tinha sido tão rápida, e isso eu devo a Pagú, a diva comunista. E mais uma vez, eu me vi de frente pro presente, e quem sabe o futuro que eu queria, mas não consigo ter. E.. se tem uma coisa que eu não sou, é orgulhosa. Ou melhor, sou sim, e muito! Mas não quando eu preciso. E hoje eu preciso de ajuda, e vou correr atrás até conseguir.







eu quero esse vermelho pra mim.

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